
Sempre mantive em meu interior um desejo muito forte de conversar com as pessoas através do que posso escrever, desejo este que um profissional da psicologia diagnosticou como uma vocação latente para a atividade de escritora.
Confesso admirar muito, até mesmo invejar (no sentido de querer também, não no sentido de querer só para mim) as pessoas que escrevem e publicam seus devaneios literários, porém a vida nunca se me apresentou a oportunidade de fazê-lo. Vamos e venhamos, eu também nunca parei para executar essa idéia concretamente.
Primeiro, porque minhas atividades pessoais e profissionais me mantiveram bem ocupadas e segundo, porque sei que quando iniciar isso que me é tão natural, não saberei mais parar e há também um certo temor da exposição, do conhecimento público sobre os seus pensamentos. Ora, uma coisa é estar diante do seu interlocutor, observando as reações que lhe causam sua fala (dá até mesmo para mudar de assunto, não é?, quando a gente vê que não está agradando com a conversa, logo partimos em busca de outro tema); outra coisa é não ter a mínima idéia de quem estará escutando o que você diz (falo assim, porque para mim, escrever e falar são a mesma coisa), é, no mínimo, estranho não saber a reação do ouvinte.
Bem, uma vez iniciado o caminho, não tem jeito. Impossível pisar nas mesmas pegadas ao revés, tentando desfazer a trilha, você só irá afundá-las ainda mais e deixar seu rastro ainda mais visível.
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